ÚLTIMAS NOTÍCIAS

15 Maio 2015
26 Março 2015
25 Março 2015
24 Março 2015
24 Março 2015

Ascite

Avaliação do Usuário

Estrela ativaEstrela ativaEstrela ativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Quando líquido se acumula na cavidade abdominal, é chamada de ascite. A cirrose do fígado é a causa mais comum de ascite, mas outras condições como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, infecção ou câncer pode causar ascite.

A ascite é comum em pessoas com cirrose e geralmente se desenvolve quando o fígado está começando a falhar. Em geral, o desenvolvimento da ascite evidencia doença hepática avançada e todos os pacientes devem ser aconselhados a consultarem com especialistas sobre a possibilidade de transplante hepático.

Ela é causada por uma combinação de pressão elevada nas veias que atravesssam o fígado (hipertensão portal) e por uma diminuição da função do fígado causada pela cirrose. A maioria dos pacientes que desenvolvem ascite vão notar um aumento do volume abdominal e ganho rápido de peso. De maneira associada, alguns pacientes podem notar inchaço (edema) nas pernas e dificuldade respiratória (respiração encurtada). O diagnóstico é realizado pelo exame físico de seu médico, ou pela utilização de exames complementares, como a ultrassonografia abdominal. Na grande maioria dos pacientes, um procedimento chamado de paracentese, será indicado para a remoção de uma amostra do líquido para a realização de exames laboratoriais.

A ascite pode ser considerada de pequeno, médio ou grande volume.

A ascite é um sinal perigoso do avançar da doença hepática. A taxa de sobrevida em 5 anos nos pacientes que desenvolvem ascite gira em torno de 30-40%, isso significa que uma vez desenvolvida a ascite, em 5 anos 60-70% dos pacientes morrerão. Por esse motivo, a partir de seu surgimento a necessidade de um transplante de fígado deve ser considerada.

Algumas complicações podem ocorrer com o desenvolvimento da doença, como dor abdominal e desconforto respiratório, sendo esse último causado pelo excesso de acúmulo de líquido na cavidade abdominal. Esse aumento de volume no abdome pode causar dificuldades na alimentação e na mobilidade diária do paciente.

O líquido ascítico pode desenvolver uma infecção chamada peritonite bacteriana espontânea, que clinicamente se apresenta com dor abdominal, febre e náuseas. Caso não prontamente identificada e tratada, pode induzir falência dos rins, infecção grave e confusão mental. Com o acúmulo de líquido, hérnias na parede abdominal podem se desenvolver, principalmente na região umbilical e inguinal. Esse tipo de hérnia, relacionada a ascite, geralmente é tratada de maneira conservadora, evitando qualquer tipo de cirurgia. O líquido ainda pode passar a se acumular dentro do tórax, quadro clínico chamado de hidrotórax hepático, sendo mais comum no lado direito de nosso tórax.

O passo mais importante para o tratamento da ascite é a redução da ingesta de sódio (sal). Seu médico irá orientar a redução da ingesta diária para 2000mg de sódio por dia. Como algumas vezes é difícil determinar o conteúdo de sal de alguns tipos de alimentos, geralmente recomenda-se a consulta com um nutricionista, que orientará os alimentos a serem evitados.

Os pacientes podem usar substitutos do sal, mas é essencial escolher um sem potássio, porque os níveis de potássio podem aumentar com algumas medicações utilizadas para tratar a ascite. Muito frequentemente, os pacientes necessitarão diuréticos para o tratamento da ascite.

Seu médico determinará a dosagem mais adequada dos diuréticos. Como esse tipo de medicação pode alterar os níveis sanguíneos de alguns de nossos eletrólitos (sódio, potássio, cloretos e bicarbonato), monitorização com exames de sangue durante o tratamento é necessária.

Perceba que o uso de diuréticos não substitui a dieta sem sal, o uso somente de diuréticos sem cumprir a restrição de sódio não ocasionará os efeitos desejados.

Quando a ascite não conseguir ser manejada com dieta e diuréticos, os pacientes poderão precisar se submeter a retirada de líquido ascítico em grande quantidade (paracentese) para alívio dos sintomas. A paracentese deve ser evitada o máximo possível, pois aumento o risco de infecções. 

Quando a ascite não pode ser controlada pela dieta e diuréticos, pode ser indicada uma cirurgia de derivação do sistema sanguíneo portal para o sistema sanguíneo sistêmico, confeccionado pela radiologia intervencionista e chamado shunt porto-sistêmico intra-hepático (TIPS).

Como já mencionado, o desenvolvimento de ascite é um sinal sério do avanço da doença hepática, sendo que o paciente necessita da avaliação de um centro transplantador.

Essas informações não possuem a intenção de substituir atendimento médico. Você não deve utilizar essas informações para diagnosticar ou planejar um tratamento para um problema de saúde sem consultar um médico. Se você está em alguma situação que coloque em risco sua saúde ou de emergência, procure ajuda médica.

Doe órgãos.

Essas pessoas foram transplantadas e
receberam uma nova oportunidade.
Saiba mais.

NOSSO ENDEREÇO

Voluntários da Pátria 475, cj 905a

80020-926

Curitiba - Paraná

Brasil

NOSSO CONTATO

(41) 32232219

As informações contidas nesse website têm a intenção de auxiliar, ao invés de substituir,as consultas com um profissional de saúde.

Seja um Amigo ICF Pessoa Física

Seja um Amigo ICF Pessoa Jurídica

©2019 ICF - Instituto para Cuidado do Fígado. All Rights Reserved. Usando Joomla! - www.zevicente.com.br

Please publish modules in offcanvas position.